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A festiva devoção à Mãe das Dores e ao “Padim Ciço”

A festiva devoção à Mãe das Dores e ao “Padim Ciço”


No ano santificado pela misericórdia, tendo o Padre Cícero reconciliado pela Igreja Católica, o ciclo do calendário romeiro ganhou uma expressão ainda mais significativa e que compreende um tempo muito particular em Juazeiro do Norte.

Para os fiéis, vindos das mais longínquas regiões do Nordeste e do país, setembro é mês de dias intensos, de encontros que envolvem fé, alegria, festejos e sentimentos profundos.

Do Horto do Padre Cícero, adentrando ao Museu Vivo, embora contando já quarenta e seis viagens, o sergipano Eloy Alves de Santa, 75, não perde a capacidade de se emocionar:

– É Santo, Santo! – Exclama, elevando as mãos ao céu, cada vez que “espia” a estátua do seu padrinho.

A Romaria de Nossa Senhora das Dores, que leva à Colina do Horto milhões de pessoas, repete um ritual festivo incentivado pelo próprio Padre Cícero, cujos significados fogem à compreensão humana, exceto pela ótica da fé.

“Aqui é um chão santo. O Padre Cícero atraia os romeiros pra cá e os ensinava a rezar. Então, o balanço que a gente faz desses dias [de Romaria] é positivo, independente de números, porque a gente percebe que romeiro, realmente, vem depositar a sua fé. Eles têm uma devoção imensa”, ressalta a administradora do Horto, Carmina Freitas.

Os festejos em louvor à Mãe das Dores revelam-se, assim, como uma das manifestações mais significativas das expressões da devoção romeira. Para o pernambucano Antônio Luís, 76, é até mais do que uma expressão de fé, é “a própria vida da gente”.

 

 



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