Menu
O luxo da fé simples

O luxo da fé simples


As mãos calosas de quem enrolou cordas para, em seguida, lança-las ao gado que penetrava sertão a dentro se entrelaçam e se firmam, em forma de prece, ao avistar a imagem daquele que tomou como “Padim”.

Sentado num banco de madeira, o vaqueiro José Francisco Nunes viajou mais de sete horas para mostrar o luxo de sua fé simples costurada em “couro e gibão”.

- Aqui é “pra” agradecer a profissão que Deus e o “Padim Ciço” me deu! – Justifica, enquanto passa as mãos pelas vestimentas.

Zé Marinheiro, como prefere ser chamado, conta que, durante muitos anos, teve vontade de vir a Juazeiro, mas só agora pode concluir o desejo. Segurando o chapéu e as fotos que acabara de tirar ao lado dos bois, o vaqueiro do Padre Cícero reza com o corpo, pondo de joelhos o coração, grato e devedor aos favores alcançados.

Depois, com um olhar, um aceno e uma prece, o vaqueiro recarrega as energias para, de novo, cavalgar pelas estradas da existência, tangendo para longe o mal e a falta de fé.



Eventos

  TOPO