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Roteiro da fé romeira

Roteiro da fé romeira


O primeiro destino, depois de dar voltas no cajado do Padre Cícero e fazer visita ao Museu Vivo, é a trilha do Santo Sepulcro. A estrada é de chão batido, um percurso longo, cheio de pedras e areias, como no bendito dos romeiros. No dia em que a Liturgia da Igreja celebra a Festa da Exaltação da Santa Cruz, o pernambucano Francisco José dos Santos, de 68 anos, levou a filha e o genro para agradecer o precioso dom da sua saúde.

A penitência de Seu Francisco é um gesto revelador da sua vitória sobre uma grave enfermidade que lhe comprometeu todos os movimentos do corpo. Nas visitas ao Horto, ele demonstra o maior sinal da sua devoção à Mãe das Dores e ao seu padrinho Padre Cícero.

– Quando eu me vi deitado naquela cama, eu lembrei dessa caminhada aqui. Eu disse para os meus parentes: eu tenho que ir no Juazeiro, tenho que ir!

E veio. Hoje, completamente curado, deixa um recado para os companheiros de romaria:

– Quem vem a Juazeiro, depois de ir no Cajado do Padre Cícero, tem que vir aqui e passar pelo Santo Sepulcro”.

Cercado de pedras, das mas variadas formas e modelos, o local lembra o mesmo sepulcro onde depositaram o corpo de Jesus, após a crucificação. Para chegar até lá, é preciso, antes de tudo, muita fé e disposição, orienta seu Francisco. A trilha de acesso compreende 2.650 metros.

O Santo Sepulcro é o local onde foi enterrado um dos beatos que viveram na época do Padre Cícero e apresenta duas capelinhas, onde os romeiros acendem velas e fazem suas preces. Para aqueles que apreciam fotografias, há diversos mirantes de paisagens naturais, além da vista monumental da estátua do Padre Cícero e a Igreja Bom Jesus do Horto.

Para Seu Francisco, a experiência da caminhada sempre o faz mais fortificado, pela imensidão da grandeza de Deus, materializada na natureza.

 



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